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Cura de umbigo em bezerros


Durante a gestação, o fornecimento de nutrientes para o feto é realizado através do cordão umbilical, que possui estruturas que permitem a troca gasosa e metabólica do feto com a mãe. Ele está ligado à placenta por meio de 2 artérias, 1 veia e o úraco, que é um cordão fibroso que se liga à bexiga. Sendo assim, esta estrutura está em contato com a grande circulação do feto e com órgãos vitais, como fígado e bexiga, por isso o seu contato com o ambiente pode trazer sérios problemas.

No momento do parto, este cordão umbilical é rompido e os vaso sanguíneos juntamente com o úraco se retraem e ficam próximos à parede abdominal, entretanto a pele que envolvia as estruturas se mantém e forma o coto umbilical, que passa a ser uma porta de entrada para micro-organismos, acarretando em inflamações e até infecções sistêmicas. Infecções na estrutura umbilical são responsáveis por altas taxas de mortalidade e redução no desempenho dos animais.

Essas infecções são chamadas onfalites e as consequências vão depender da estrutura mais acometida:

  • Artérias umbilicais: no caso de grande acometimento das artérias umbilicais, tem-se um quadro de onfaloarterite, que resulta em pneumonia e artrites;

  • Veia umbilical: com o comprometimento da veia umbilical causando onfaloflebite, pode-se ter quadros de hepatites ou abcessos hepáticos;

  • Úraco: leva a um caso de onfalouraquite, que pode ter como consequência casos de cistite e piúria.

A cura de umbigo é feita para promover um desidratação do coto umbilical, fechando sua abertura e evitando as infecções já mencionadas. Este procedimento consiste na imersão do coto umbilical em solução antisséptica e desidratante, sendo a mais recomendada o uso de tintura de iodo a 10%. É importante realizar o processo logo após o nascimento do bezerro, sem que interfira na obtenção de colostro do mesmo, imergindo o cordão umbilical até a sua base na substância e mantendo por aproximadamente 1 minuto. Este processo deve ser repetido 2 vezes ao dia por no mínimo 3 dias. Vale ressaltar que locais úmidos precisam de uma frequência maior nos cuidados com a estrutura umbilical.

A eficiência do processo deve ser monitorada posteriormente através da palpação manual. A avaliação pode ser feita de 15 a 20 dias após o nascimento do animal, para verificação da sua espessura e da existência de dor, que pode indicar quadros de infecção. Espera-se que na palpação, a estrutura umbilical possua o diâmetro de uma caneta. Após a palpação, a estrutura pode ser classificada em um escore de 0 a 2, em que tem-se 0 indicando umbigo normal, 1 indicando onfalite externa e 2 indicando onfalite interna.

Sendo assim, é de extrema importância o estabelecimento de um manejo sanitário adequado para bezerros, a fim de evitar infecções como onfalites que comprometem significativamente a vida do animal. Dessa forma, a VetJr. pode ajudar o produtor na definição de um protocolo sanitário adequado para garantir a qualidade do seu rebanho, incluindo processos como a cura de umbigo adequada para os animais.


Escrito por: Júlia Freitas

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