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Botulismo em bovinos

  • Foto do escritor: VetJr. UFMG
    VetJr. UFMG
  • 7 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O Botulismo é uma intoxicação, que pode acometer bovinos e outras espécies animais, resultante da ingestão da neurotoxina previamente formada pela bactéria anaeróbia Clostridium botulinum. Tal microrganismo possui a habilidade de assumir uma forma de resistência chamada esporo e pode se manter potencialmente infectante no solo por longos períodos, o que representa um importante fator de risco para a bovinocultura.


Em regiões em que há deficiência de fósforo e não é feita a suplementação mineral na ração dos animais, o botulismo se manifesta como uma doença epizoótica. Isso ocorre pois, nessas condições, os animais ingerem ossos e carcaças em putrefação, que possuem condições de anaerobiose, temperatura, ph e nutrientes adequados para essa bactéria germinar e produzir toxinas que podem ser ingeridas pelos animais que tentam suprir as deficiências minerais.


Já a forma esporádica do botulismo está associada ao fornecimento de suplementos alimentares contaminados, como cama de frango, feno, grãos e silagem. Outra fonte de intoxicação é a água de poças estagnadas contaminada com toxina botulínica. Tais formas de intoxicação geram grandes perdas econômicas, principalmente para os sistemas de produção intensiva, tanto de carne quanto de leite.


O mecanismo de ação da toxina envolve o bloqueio nervoso pré-sináptico por inibição da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, resultando em uma flacidez muscular generalizada, que tem início nos membros posteriores progredindo no sentido caudo-cranial, atingindo todos os músculos esqueléticos.


O curso da doença, bem como a severidade dos sinais clínicos apresentados, estão intimamente relacionados com a dose da toxina ingerida. Os sinais observados estão relacionados à dificuldade de locomoção, de mastigação, de deglutição e de respiração. O animal também permanece deitado em decúbito esterno-abdominal, mas apresenta psiquismo normal, com funções sensoriais e reflexos espontâneos inalterados.


O controle da intoxicação, deve ser baseado em uma série de medidas, a fim de diminuir o risco de surtos no rebanho ou de casos isolados. Para isso, deve-se corrigir a deficiência de fósforo, mediante incorporação de sal mineral na dieta, eliminar corretamente as carcaças das pastagens, prevenindo assim a multiplicação do agente e a contaminação do ambiente, e vacinar os animais com toxóides botulínicos dos tipos C e D.


Identificou os sinais e acredita que os seus animais estão sujeitos à intoxicação por toxina botulínica ou conhece alguma propriedade que enfrenta esse problema? Entre em contato com a VetJr e marque uma consultoria para saber como adequar o manejo da sua fazenda a fim de garantir a sanidade dos animais.




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