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Amochamento e Descorna: Por que e quando fazer?

Atualizado: Jun 8


Para facilitar o manejo dos animais, evitar ferimentos que possam danificar o couro, facilitar o acesso dos animais a comedouros e diminuir a competição entre os animais, o amochamento e a descorna são comumente realizadas quando a fazenda utiliza de raças não mochas. Os procedimentos se diferem quanto ao tempo de vida em que é realizado.


Primeiramente, é importante ressaltar que chifre e corno são coisas diferentes. O corno é um tecido queratinizado que apresenta uma base óssea revestida por queratina. Já o chifre não apresenta essa base óssea, é um tecido apenas queratinizado. O chifre é encontrado em rinocerontes, já o corno observamos em animais como os ruminantes. Sendo assim, quando é feita a descorna ou amochamento, tem-se a remoção do corno desses animais.


O amochamento é feito em animais com até dois meses de idade, pois nessa faixa etária os bezerros ainda possuem células queratogênicas que ainda não se fundiram com o crânio. Neste caso, os botões cornuais se encontra flutuante na pele e isso facilita tanto a remoção quanto a cicatrização, evitando assim processos inflamatórios que ocasionam sinusite. A técnica consiste em destruir essas células, e pode ser realizada por métodos químicos, como a pasta cáustica ou o método térmico pelo ferro elétrico/quente. A pasta cáustica é aplicada no botão cornual após tosa dos pelos e deve ser aplicada com cautela, uma vez que quantidades excessivas podem escorrer e lesionar pele e olhos. O uso do ferro elétrico ou quente também exige raspagem dos pêlos no local e é feita a prensagem do ferro candente no botão córneo, devendo ter cuidado para não exercer força excessiva, não queimar a pele e não aprofundar pelo risco de atingir ossos do crânio.


Já a descorna é feita após os dois meses e consiste em um procedimento de amputação quando o corno já está fundido e formado. Consiste em um processo cirúrgico, em que o veterinário expõe a base do chifre com o auxílio de um bisturi, e utiliza ferramentas para a serrar e retirar o corno, realizando sutura e curativos posteriormente.


Nota-se que é os processos envolvem estímulos mecânicos, químicos ou térmicos, causando uma lesão intensa, ou seja, está associado a dor intensa nos animais e por isso, é extremamente necessário aplicar formas que garantam o bem estar dos mesmos. Sendo assim, para ambas as técnicas deve-se considerar o limiar de dor do animal, pois a dor pode acarretar diretamente no desempenho produtivo dos bovinos. Dessa forma, a minimização da dor deve ocorrer por meio da analgesia e pela anestesia, essa última é obrigatório só em caso do procedimento de descorna por meio de cirurgia.


Portante, é necessário muita atenção e cuidado nesses procedimentos, a fim de evitar possíveis complicações posteriores, garantindo assim o bom desenvolvimento e desempenho do animal. A VetJr. pode ajudar no direcionamento e recomendações para o processo, garantindo o bem estar dos animais e o sucesso produtivo. Entre em contato para obter mais informações!


Escrito por: Júlia Freitas e Marina Borges.


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