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  • Foto do escritorVetJr. UFMG

Entendendo a Clamidiose em aves silvestres

Dando continuidade ao nosso último blog, hoje iremos falar sobre mais uma doença muito comum nos criatórios de aves silvestres. Estes locais, por abrigarem muitos animais, tendem a ter doenças que se espalham rapidamente e acabam se tornando algo mais sério quando não são prevenidos e tratados adequadamente. Pensando nisso, vamos descrever melhor a clamidiose, também conhecida como psitacose, uma doença bacteriana, considerada uma zoonose pois pode ser transmitida para humanos e outros mamíferos, portanto, todos os cuidados são redobrados. 

A clamidiose, assim como várias outras doenças em aves silvestres, costumam não causar sintomas a não ser que a ave seja afetada por algum estresse ou outro fator externo, como a diminuição da imunidade. Diante disso, é imprescindível que exames sejam feitos com constância, a fim de evitar surpresas desagradáveis em seu criatório. 

A transmissão se dá de forma direta, indireta, horizontal e vertical. Isso significa que a transmissão é muito eficaz, sendo feita de todas as formas possíveis. Através das fezes, penas, pó de penas e outras excretas contaminadas por bactérias são circuladas no ar e infectam os outros animais e alimentos ao redor. Também ocorre por transmissão ao ovo pelos pais infectados, ou menos frequentemente, por picada de insetos. 

Os sintomas são variáveis e depende de diversos fatores como estado imunológico da ave, espécie, idade, grau de infecção, via de transmissão e virulência do sorotipo envolvido. Dependendo da evolução dos sinais é possível identificar conjuntivite, anorexia, apatia, corrimento nasal, sinais respiratórios (rinite, sinusite, etc), diarréia e até mesmo sinais neurológicos como convulsões, tremores e paralisia. Em alguns casos o animal pode não apresentar sinais clínicos mas continuar sendo portador e a eliminar o agente.

O tratamento pode ser complicado, uma vez que ainda não se sabe muito sobre o assunto e não há conduta segura que garanta a completa eliminação do agente. Porém, pode ser feito tratamento o antibiótico tetraciclina ou rações que possuem clortetraciclina e durante todo o tratamento as aves devem ser monitoradas para o caso de haver sinais de hepatotoxicidade. É importante lembrar que mesmo que a antibioticoterapia iniba a eliminação do agente pela ave, ela ainda continua suscetível a reinfecção pelo mesmo sorotipo ou por sorotipos diferentes e rações com medicamentos são de fácil administração, mas necessitam de  adaptações das aves além de monitoramento do consumo, pois a aceitação é variável.

Ainda não há vacinas disponíveis para a clamidiose em aves, e para o controle da enfermidade, o recomendado é manter as aves recém-chegadas  a  uma  criação  em  quarenta  e  submetê-las a  exames clínicos e laboratoriais. O manejo sanitário e transporte adequado minimizam a ocorrência da doença clínica.

Apesar das medidas corretivas citadas acima, o mais eficiente tratamento para combater essa e outras doenças no seu criatório é o manejo sanitário. Este é um serviço de atividades regularmente realizadas que atende às normas de biossegurança específicas para o local em questão, a fim de, principalmente, evitar novos problemas. Ele atua na prevenção de novas doenças, reincidência de doenças anteriores, monitoramento da saúde dos animais, adequação das instalações em que ficam os indivíduos, entre outros. 

A clamidiose e outras várias doenças podem ser simplesmente evitadas com um manejo sanitário adequado e personalizado para o seu criatório. Se interessou e quer saber mais sobre esse serviço e sua importância para o seu estabelecimento? Entre em contato com a equipe VetJr. pelos nossos canais de atendimento! 



Escrito por: Tamires Silva e Nicole Lavínia


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