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Bouba Aviária: o que você precisa saber

Atualizado: Mai 16


Atualmente, a preocupação com o bem-estar dos animais de produção está cada vez maior, sejam eles aves, bovinos ou suínos. Juntamente a esse pensamento de promover uma melhor qualidade de vida destes animais foram desenvolvidos diversos tipos de criação visando um maior conforto aos animais e que, consequentemente, resulta em aumento do valor agregado no produto final. Entretanto, nestes diversos tipos de sistemas, a questão sanitária ainda é algo preocupante, pois o manejo precisa ser extremamente minucioso para que sejam evitados alguns surtos de doenças como, por exemplo, a Bouba Aviária, que é responsável por grandes perdas nos plantéis.


A Bouba Aviária é causada por um vírus chamado Pox vírus, que afeta vários tipos de aves, entre elas galinhas, perus, pombos e pássaros. Vale ressaltar que marrecos, patos, gansos, galinholas e outras aves não contraem o patógeno. A doença apresenta-se tanto em filhotes quanto em aves adultas, porém os últimos são menos susceptíveis, visto que possuem imunidade mais desenvolvida.É comumente encontrada em aves de pequenas criações, baseadas em sistemas de cage-free e free-range, pois os animais possuem grande contato com o meio externo e com outros animais da propriedade.


O animal infectado apresenta tristeza, arrepio, se torna retraído e febril. Surgem manchas amareladas que se desenvolvem e se tornam castanho escuras. Áreas que não contém penas são afetadas e nódulos, chamados epiteliomas, são encontrados principalmente na cabeça e pernas. Com passar do tempo os nódulos secam, descamam e somem, porém há grande perda de animais que não conseguem sobreviver pela agressividade da doença.


O vírus pode ainda ocasionar um quadro mais severo, provocando o aparecimento de nódulos ou placas amareladas no canto do bico, na língua e na garganta, podendo causar sinusite (inflamação dos seios do crânio) e falta de ar pelo inchaço cranial. Também observa-se lesões ao redor das narinas que podem produzir descarga nasal (catarro), lesões sobre as pálpebras que podem produzir algumas vezes lacrimejamento e, eventualmente, perda da visão, placas e bolhas na boca.


Para que se evite a doença, as aves devem ser bem abrigadas e bem alimentadas, protegidas de frio, chuva, umidade e de mosquitos, cuja picada contribui para com a transmissão da doença. O pico da doença ocorre na época de transição entre chuvas e seca, uma vez que existem muitos focos de água parada e há o aumento da temperatura, favorecendo a proliferação dos mosquitos. Por isso, é necessário maior atenção aos cuidados nesse período. Portanto, para prevenir a doença é possível realizar a vacinação do plantel, desinfecção dos galinheiros e drenagem de poças de água estagnadas para combater o vetor.

Assim, com o crescimento das pequenas criações no Brasil, chamadas caipiras, algumas doenças como esta vêm se tornando cada vez mais comuns e provocando grandes perdas econômicas aos pequenos produtores, dificultando o crescimento comercial. Dessa forma, a Vet Jr. vem esclarecer tais problemas para que os produtores identifiquem suas dificuldades e, através dos serviços oferecidos, possam promover um manejo sanitário adequado, uma maior qualidade de seus plantéis e, principalmente, maior renda de seu negócio.

Escrito por: Cláudio Costa e Tiago Teraoka


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