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Ácaros na criação de aves - Entenda a problemática


INTRODUÇÃO

Você já ouviu falar em ácaros? Esses animais são microscópicos, pouco conhecidos pelo público mas muito comuns na criação de aves, podendo causar diversos problemas no seu criatório! Quer saber mais sobre esses animais e como evitá-los na sua criação? Nesse texto detalharemos os principais problemas e estratégias de prevenção que podem ser adotadas!






DESENVOLVIMENTO


1. Ornithonyssus spp.


O Ornithonyssus spp., também conhecido como ácaro das penas, é um dos principais

gêneros de ácaros que atingem as aves, sendo um parasito hematófago, ou seja, que se

alimenta de sangue. Ele pode estar localizado diretamente na pele, abaixo das penas, nas

patas, entre os dedos e comumente na cloaca.

A transmissão ocorre a partir do contato direto com o ácaro, seja pela transmissão por animais infectados ou pelo ambiente contaminado. Dessa maneira, o parasito consegue contaminar todo o plantel de modo rápido e eficaz, visto que um animal contaminado serve como fonte de contaminação para os outros. Por possuírem hábito alimentar hematófago, podem causar lesões irritativas na pele, como dermatites, prurido, queda de penas, além de alto nível de estresse no plantel. Em infestações mais graves, podem gerar anemia, perda de peso e redução de produtividade, o que pode levar o animal à morte. Por fim , essas lesões deixam a ave mais suscetível a doenças secundárias, pois sua imunidade fica fortemente comprometida.


Ornithonyssus sp. Mites - MONSTER HUNTER'S GUIDE TO: VETERINARY PARASITOLOGY




2. Knemidocoptes spp.

As espécies desse gênero são responsáveis por causar a sarna knemidocóptica nos

animais.. Esses agentes parasitam a pele das aves e causando uma hiperqueratose, ou

seja, um espessamento de uma das camadas da epiderme (stratum corneum), podendo

haver a presença de exsudato seroso. As lesões são mais comumente vistas nas partes

não emplumadas da ave, como ao redor do bico, dos olhos e nos pés, mas também podem

afetar áreas cobertas por penas.


A sarna knemidocóptica é mais comum em a sarna knemidocóptica é mais comum em aves de cativeiro, pois acredita-se que o estresse provocado pela falta de enriquecimento ambiental nas instalações seja um fator que diminui a imunidade desses animais, facilitando a infestação. Além disso, outro fator que pode exacerbar a transmissão desses ácaros é o manejo sanitário inadequado.  Além disso, a ave também pode apresentar problemas de locomoção ,visto que  suas articulações podem ser afetadas em grandes infestações. 


Periquito australiano afetado por Sarna Knemidocóptica

Fonte:http://criadeperiquitos.blogspot.com/2015/12/acaros-de-la-sarna-y-su-unica-cura.html


3. Dermanyssus gallinae


Além de ser um problema na avicultura, esse ácaro também pode afetar aves silvestres e

exóticas. Conhecido popularmente como “piolho vermelho”, este agente, visto a olho nu,

tende a ficar com a cor avermelhada por se alimentar do sangue dos animais. Nesse

contexto, o parasita geralmente faz seu repasto sanguíneo à noite, ao passo que, durante o

dia, permanece escondido nas frestas, ninhos e fendas das instalações. Dentre os sinais

clínicos observados nas aves afetadas, pode-se notar o animal estressado, sacudindo a

cabeça constantemente e danificando suas penas devido ao prurido causado pela

infestação. Além disso, devido ao hábito hematófago do ácaro, a ave também pode

apresentar anemia. Esses sinais podem levar a uma diminuição da postura de ovos pelo

animal, atraso em seu crescimento, bem como acarretar uma maior susceptibilidade a

outras doenças, visto que o estresse pode baixar a imunidade. Por fim, este ácaro também

pode ser um agente de transmissão de vírus e bactérias, apesar dessa transmissão ser um

pouco mais limitada.


Dermanyssus galinae

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dermanyssus_gallinae#/media/Ficheiro:Dermanyssus_gallinae_

mite.jpg


CONCLUSÃO


Dada a prevalência desses ácaros nas aves, tais infestações adquirem importância clínica na criação desses animais. Por isso, é imprescindível que o diagnóstico e tratamento das aves afetadas seja realizado por um médico veterinário. Além disso, um manejo sanitário adequado é de extrema importância para medidas preventivas e de controle, a fim de que não haja recorrência dessas enfermidades no plantel. Nesse contexto, uma das medidas

profiláticas mais relevantes é a realização da quarentena de aves recém-introduzidas no plantel, pois estas podem atuar como importantes transmissores de parasitas para as outras aves. Além disso, a instalação de enriquecimento ambiental é extremamente importante para evitar estresse em aves de cativeiro, pois, como citado anteriormente, o estresse recorrente pode ser uma das causas da queda de imunidade nesses animais.


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Texto escrito por: Júlia Mendes e Sabrina Duarte

Revisado por: Julia Penna e Camilla Soares

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