Doenças Metabólicas em Vacas Leiteiras: Saiba os Principais Fatores de Risco

March 20, 2019

As vacas leiteiras apresentam um gasto metabólico muito elevado, sendo que nos primeiros quatro dias pós-parto aumenta a sua demanda em glicose (3 vezes), aminoácidos (2x) e ácidos graxos (3x) quando comparado ao útero aos 250 dias de gestação.

O descompasso entre a ingestão e demanda de nutrientes gera um balanço energético negativo por várias semanas após o parto. Essa alteração metabólica acaba por favorecer o aparecimento de doenças como a Cetose, que em sua forma subclínica, tem sido uma das doenças mais recorrentes em rebanhos leiteiros, principalmente nos sete primeiros dias após o parto e no pico de produção, gerando grandes perdas para o produtor. Além disso, o descompasso também favorece o acúmulo de β‐hidroxibutirato (βHBA), que é o principal corpo cetônico produzido por ruminantes, sendo um importante indicador do desenvolvimento das patologias pós‐parto.

Com base em vários trabalhos, a incidência de cetose clínica pode vir a alcançar de 2% a 15%, e a de cetose subclínica, de 9% a 34%, sobre os rebanhos.

Tendo em vista os grandes prejuízos, diversos estudos foram realizados e foram relatados seis fatores de risco para a Cetose no período de periparto:

Sazonalidade: Estudos demostram que o risco de uma vaca padecer de cetose é cerca de 41% maior em vacas que parem durante o verão.

Raça: A raça Jersey apresentou 1,46 vezes mais chances de sucumbir à cetose do que a raça Holandesa.

O número de lactações: Para multíparas, maior número de dias secos e maiores intervalos entre partos elevou a incidência da enfermidade. Já para as primíparas, maior idade ao primeiro parto aumentaram as chances de cetose.

A produção de gordura no leite: Produção maior ou igual à 1.22 kg por dia, no último teste realizado na lactação anterior, foi associada à diminuição da chance de cetose na lactação atual.

Metrite primária e secundária: Isto se deve pelo fato dos animais doentes, acometidos por metrites, estarem sujeitos a menor ingestão de matéria seca, consumindo suas próprias reservas corporais, sendo mais susceptíveis a cetonúria.

O escore de condição corporal (ECC): Um ECC elevado na parição é um importante risco para cetose, sendo que vacas com ECC ≥ 4,0 apresentam níveis elevados de corpos cetônicos circulantes no sangue e maior risco de desenvolver cetose clínica e subclínica quando comparadas com vacas classificadas com ECC moderado ou baixo.

 

 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Featured Posts

I'm busy working on my blog posts. Watch this space!

Please reload

Recent Posts

October 7, 2019

Please reload

Archive
Please reload

Search By Tags