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Tópicos de Biosseguridade em Granjas Suínas


Com o advento do melhoramento genético e das linhagens de alto nível faz-se cada vez mais necessário que haja um controle de doenças no dia-a-dia da granja, a fim de explorar todo o potencial genético dos animais ali presentes. Além desse quesito, é importante que haja uma preocupação com o Bem-Estar animal e com a sanidade, visando um aumento de produtividade e a aquisição de selos de qualidade.



Como exemplo de sistemas de produção com alto nível de biosseguridade temos as Granjas de Reprodutores Suídeos Certificadas, que só com a presença de uma simples sarna já perdem seu selo e tem que realizar uma larga renovação do sistema com tratamento específico.


Objetivos de um protocolo de biosseguridade:

O sistema respiratório engloba os órgãos que quando afetados geram maior impacto sobre a deposição de carne magra de um suíno, haja vista que frequentemente o suíno em uma granja com baixo nível sanitário inala partículas de sujidades e microrganismos patogênicos que farão com que o animal requisite grande quantidade de energia e células de defesa para debelar a inflamação. Sendo assim, o foco inicial de um protocolo de biossegurança em granja deve ser eliminar as afecções de trato respiratório.


A fim de melhor mensurar as medidas de biosseguridade pode-se utilizar como meta reduzir de 10 a 20 dias o tempo de abate em geral de uma granja e melhorar a conversão alimentar de 0,1 a 0,4, além de uma taxa de parto acima de 90%.


Introdução de material genético sem ameaça à biosseguridade:

Atualmente, são três as principais formas de introduzir material genético em determinada granja de forma a se ter baixo risco de transmissão de doenças. São essas: Animais SPF, Animais obtidos por desmame precoce e sêmen testado previamente para doenças de importância local.


Para escolher a melhor opção é sempre necessário analisar o que seria melhor implementado em cada localidade, respeitando os limites financeiros e os objetivos específicos de cada granja.


A Tríade do sucesso na introdução de animais:

Ao introduzir novos animais em seu rebanho, se atente para os seguintes tópicos:

  • Eu possuo um plano de quarentena de 30 a 90 dias?

  • Eu testo meus novos animais quarentenados?

  • Meus novos animais passam por uma avaliação clínica diária?

Após solucionar, na medida do possível, esses três tópicos, pode-se considerar que os animais introduzidos geram uma baixa possibilidade de transmissão de novos patógenos.


Fatores de interferência:

Localização das granjas

A distância mínima recomendada para o espaço entre granjas é de 3,9 km, sendo que granjas com distância de apenas 2 km tem 3 vezes mais risco de transmissão de doenças.

Transporte

Os principais patógenos de importância transmitidos em caminhões são: Actinobacillus pleuropneumoniae, Streptococcus suis, Escherichia coli e Salmonella. A fim de evitar a presença destes deve-se higienizar as cabines com lisol, além de uma lavagem geral com uso de detergentes no caminhão.

Vazio Sanitário

Para médicos veterinários a recomendação atual é que haja um vazio sanitário de 48 a 72 horas, a fim de evitar, principalmente, a transmissão de da febre aftosa e Mycoplasma hyopneumoniae.

Entrada de visitantes

Visitantes devem passar por termometria (evitar entrada de pessoas doentes), além de adequada higienização do corpo e das mãos, se necessário pode-se aplicar como regra o banho, apesar de controverso por diversos autores

Controle de roedores, pássaros e insetos.

Locais como a sala de ração e os cochos dos animais devem ser protegidos e bem construídos. Deve-se atentar para a tuberculose suína por Mycobacterium avium, transmitida em especial por fezes de pássaros, pela contaminação de ração, pode provocar lesões de tuberculose nos linfonodos mesentéricos e provocar condenações ao abate.


Escrito por: Henrique Lobato

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