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Direcionamentos no Manejo Nutricional de Leitões


A nutrição equivale a aproximadamente 70% dos gastos totais da produção de suínos, considerando um ciclo completo. O manejo nutricional auxilia no desenvolvimento de dietas que atendam as demandas de cada estágio evolutivo. Sendo assim, há um melhor aproveitamento e desempenho dos animais, evitando perdas durante a produção e, consequentemente, tendo um retorno positivo ao final da produção.


Neste sentido, o conteúdo a seguir tem por objetivo citar alguns pontos significativos do manejo nutricional de suínos para diferentes etapas produtivas.


Leitões Lactentes

A dieta para leitões lactentes se inicia aos 3 dias de idade e tem como objetivo garantir a uniformidade da leitegada, recuperar leitões enfraquecidos (reduzir morte por baixa viabilidade), ajudar na adaptação de dieta sólida, ajudar na adaptação do trato gastrointestinal, aumentar o consumo de água, promover o crescimento, fornecer suplemento alimentar e matéria seca (MS) para leitões que, no geral, ingeriram menos leite, tendo em vista que as fêmeas não possuem tetos suficientes para toda a leitegada.


A ração normalmente possui derivados lácteos, que facilitam a digestibilidade e reduzem a mudança de sabor/odor, ou componentes protéicos, que são importantes para formação de músculos e ossos, como: soro de leite, proteína isolada de soja e batata, plasma sanguíneo em pó, aveia floculada, levedura de cerveja hidrolisada, óleo de coco e palma. Lembrando que também pode-se utilizar mães de leite, ou seja, fêmeas que irão adotar os leitões sobressalentes e que possuem alta produção de leite.


Creche

O objetivo da dieta de creche é atender a exigência nutricional da categoria. Animais desta fase tem limitado consumo, uma vez que houve mudança de ambiente e de dieta, e ainda possuem um baixo desenvolvimento de intestino, secreção enzimática e sistema imune. Portanto, a ração deve ter alta digestibilidade, inclusão de ingredientes funcionais (plasma e glutamina) e ácidos orgânicos (ácidos graxos e aminoácidos com atividade antimicrobiana e melhoradora de desempenho) para suprirem as necessidades nessa fase.


A creche pode ser dividida em 4 fases: Pré-inicial (1 e 2) e Inicial (1 e 2). Ao longo das quatro fases há uma redução contínua e progressiva de Lisina, Metionina, Lactose, Plasma e Zinco. Porém, em compensação, há um aumento progressivo da Farinha de Soja até atingir a níveis parecidos com de Recria e Terminação.


Algumas técnicas que podem ser utilizadas para melhorar a digestibilidade são:

  • Peletização: processo térmico que inclui vapor no alimento; é responsável por aumentar a digestibilidade, a palatabilidade e os custos de produção.

  • Granulometria: melhora o desempenho dos suínos e minimiza a excreção de nutrientes.

Ademais, o fornecimento de ração deve ser dividido de 5 a 7 vezes por dia e os leitões devem receber ração líquida (ricas em carboidratos) de 5 a 3 dias pós-desmame, uma vez que essa técnica gera aumento de vilosidades e maior absorção futura de nutrientes.


Crescimento

O suíno em crescimento passa grande parte do dia descansando e possui alta deposição de carne magra, portanto há alta exigência de derivados proteicos e alimentos ricos em Nitrogênio. Sendo assim, é de extrema importância fornecer as quantias adequadas de Lisina (primeiro aminoácido limitante dos suínos) e de energia metabolizável. As rações são feitas à base de milho moído e farelo de soja basicamente.


Terminação

Com o uso de aditivos como Ractopamina e o advento do melhoramento genético passaram a existir grandes variações nas rações de engorda e no resultado dos suínos. Fatores que, somados às características particulares de status imunológico, sexo, sistema de alimentação, processamento da carne, e densidade de animais, levam a diferentes tipos de manejo nutricional dessa fase. Vale lembrar que é sempre importante analisar se é possível o fornecimento de dois tipos de rações, para machos e para fêmeas, divididos por galpões diferentes (maior rendimento de carne).


A ração comumente é feita de milho moído, farelo de soja, sal refinado, calcário, fosfato bicalcico, lisina, ractopamina e fornecida à vontade, quanto às fases são divididas em períodos semanais.


Atualmente há grande enfoque na redução de gordura da carcaça, melhoria da eficiência alimentar e favorecimento do tecido magro, e sendo assim as linhagens que acompanham essas diretrizes e os machos inteiros possuem maior necessidade de Lisina e outros aminoácidos, que devem ser sempre fornecidos de acordo com o manual.


Conhecer e entender as exigências nutricionais da espécie em cada estágio evolutivo é de extrema importância para um bom resultado ao final da produção. A Vetjr. presta serviços de consultoria veterinária auxiliando no desenvolvimento de um manejo correto. Venha conhecer nossos serviços!


Escrito por: Henrique Carneiro Lobato.


O núcleo de avicultura atua em conjunto com o núcleo de suinocultura, para entrar em contato:

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