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A INFLUÊNCIA DA MASTITE NA PRODUÇÃO DE QUEIJOS ARTESANAIS

A qualidade do leite é um dos gargalos no setor de laticínios, pois está diretamente relacionado com a qualidade dos queijos artesanais. De acordo com o Censo 2017, cerca de 60% do leite brasileiro é produzido por agricultores familiares. Estes produtores devem produzir leite e derivados que, além de saborosos, sejam nutritivos e seguros aos seus consumidores. Uma vez que, esses estão cada vez mais informados e exigentes quanto aos produtos consumidos.


De acordo com o Artigo 1º da Lei Nº 13.860/19, o queijo artesanal é aquele elaborado por métodos tradicionais, com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural, conforme protocolo de elaboração específico estabelecido para cada tipo e variedade, e com emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação. Para produzir um queijo artesanal, devem ser empregadas as boas práticas de fabricação, são elas:

1- Controle Sanitário do Rebanho;

2- Projeto de Instalações;

3- Higiene do Leite;

4- Higiene Pessoal;

5- Processo de Produção;

6- Equipamentos e Utensílios;

7- Qualidade da Água;

8- Limpeza e Sanitização;

9- Armazenamento, Transporte e Comercialização;

10- Controle Integrado de Pragas;

11- Tratamento de Resíduos/Efluentes;

12- Garantia de Qualidade.


Também segundo a Lei Nº 13.860/19, o queijeiro artesanal é responsável pela identidade, pela qualidade e pela segurança sanitária do queijo por ele produzido e deve cumprir os requisitos sanitários estabelecidos pelo poder público. Neste sentido, o programa de controle de mastite se torna imprescindível, pois afeta de maneira significativa a produção e qualidade do leite.


A mastite é uma inflamação da glândula mamária associada a infecções bacterianas. As células somáticas são as células de descamação do epitélio da própria glândula mamária ou os leucócitos que passam da corrente sanguínea para o úbere da vaca. O valor de células somáticas considerado normal é de até 200.000 células/mL de leite, ou seja, animais com o valor superior a este podem estar com mastite.


Dentre os prejuízos causados por essa doença podemos citar:

  • Diminuição da produção de leite;

  • Gastos com tratamento (ex: antibióticos);

  • Descarte do leite devido ao tratamento;

  • Diminuição de caseína, lactose e gordura (altera a composição do leite);

  • Menor valor agregado ao produto;

  • Em casos crônicos, onde a contagem de CCS não reduz, o animal deve ser descartado.


Para produzir um queijo minas frescal são necessários cerca de 5 a 10 L de leite, dependendo do peso. Se a produção diária de leite é reduzida, a quantidade de queijos produzidos também será reduzida. Leites que apresentam alteração em sua composição também influenciam na qualidade do queijo, como por exemplo, ter menos gordura do que o desejado. Isto pode afetar o mercado, já que o produto oscila de qualidade e o consumidor não sairá satisfeito.


O uso de leite contaminado para a confecção de queijos artesanais pode trazer riscos à saúde do consumidor. Desta forma, o controle e cuidado com os animais para evitar incidências de mastite na propriedade se faz necessário, evitando grandes perdas. Cuidados básicos como o uso correto de pré-dipping, pós-dipping e o teste da caneca surtem efeitos positivos.


Neste contexto, a VetJr., empresa júnior de consultoria veterinária da UFMG, pode te auxiliar na construção de um manejo sanitário adequado, objetivando a saúde e bem estar dos animais, resultando em produtos de alta qualidade e clientes extremamente satisfeitos!


Escrito Por: Stéphanie Cristine.


Entre em contato conosco:

bovinocultura@vetjr.com

Celular VetJr: (31) 98292 7161


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