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A automutilação em aves

A automutilação é um dos problemas mais frequentes quando o assunto é criação de aves silvestres e um dos motivos está relacionado à desvalorização comercial do animal. Além disso, o diagnóstico é fácil, sendo feito até mesmo pelo próprio produtor, em que podemos perceber o animal arrancando as próprias penas, sendo que a região da cabeça é a única parte onde as penas ainda são preservadas. Dentre os agentes etiológicos deste comportamento, ou seja, o agente causador da doença, temos processos infecciosos, parasitários ou ainda nutricionais, sendo que causas psicológicas (habitação, ambiente, atenção dada ao animal) também podem estar relacionadas. Por mais que o diagnóstico possa ser fácil, temos que resolver a causa primária, o que nem sempre é fácil. Para isso, a equipe VetJr. irá aplicar um pequeno questionário, além de realizar exames que nos auxiliarão na resolução do caso, que nem sempre é possível.

Nesse texto, iremos abordar algumas causas que podem levar a esse quadro, mas é válido ressaltar que para um diagnóstico mais assertivo, iremos precisar de um olhar clínico, que só pode ser dado por um médico-veterinário. Além disso, o tratamento com drogas capazes de trazer bons resultados, irá depender do laudo e receita emitido pelo veterinário.

Causas psicogênicas

Nesses casos, iremos ter grandes diferenças de acordo com o tipo de espécie além do tipo de criação. Como são muitas as causas, podemos listar algumas como mais comuns, sendo necessário um olhar técnico na criação para identificar a ou as causas responsáveis pelo quadro de automutilação.

Dentre eles, podemos citar: excesso ou escassez de luminosidade, presença de outros animais no ambiente, mudança de ambiente, falta de estímulos naturais, solidão, odores, sons, dentre outros.

Como tratamento, devemos sempre identificar a causa primária e resolver o problema de vez, contudo, nem sempre isso será possível, uma vez que as aves podem acabar “se acostumando” e esse comportamento estereotipado acaba por fazer parte da sua rotina. Nesses casos, medidas como colar elizabetano podem ser uma boa saída.


Causas parasitárias

Um dos agentes etiológicos da doença, são os problemas parasitários. Para identificar essa causa, o melhor caminho é o exame parasitológico de pele, e assim, iremos conseguir visualizar o parasita causador do comportamento. Além disso, é importante lembrar dos hábitos dos parasitos, que irão ajudar no diagnóstico. Dentre os agentes, podemos citar o Ácaro Vermelho (Dermanyssus gallinae) que possui hábitos noturnos, e nesse momento pode ser encontrado nas aves. No caso dos piolhos, nem sempre conseguimos ver, pois são pequenos e normalmente, em menores quantidades.

Dentre as formas de contornar esse problema, podemos fazer o uso de inseticidas específicos para aves. Além disso, um bom manejo sanitário deve ser realizado, com desinfecção de gaiolas, ambientes e utensílios. Para isso, a VetJr. oferece serviços contendo um excelente manejo sanitário específico para a sua criação, atendendo as necessidades das aves e adequando à sua rotina.


Agora que podemos entender um pouco mais sobre a automutilação, podemos agir quando um desses casos aparecerem em nossa produção. Caso tenha problemas em seu plantel, mande uma mensagem para um de nossos consultores, será um prazer te ajudar a superar esse desafio.


Texto escrito por: Pedro Viana


Entre em contato conosco: Email: silvestres@vetjr.com Celular VetJr.: 31 9 8292-7161

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